Hoje eu vou dormi com um turbilhão de sensações, é uma saudade antecipada, é uma alegria espontânea e um medo paranoico.
A única coisa que eu tenho certeza é que eu sei exatamente o motivo disso tudo, como começou, mas o fim? Esse eu deixo para você que começa as coisas pensando no fim, porque tudo que eu começo não tem fim.
Às vezes a gente vai se fechando dentro da própria cabeça, e tudo começa a parecer muito mais difícil do que realmente é. Eu acho que a gente não deve perder a curiosidade pelas coisas: há muitos lugares para serem vistos, muitas pessoas para serem conhecidas, e eu descobri isso com você, a vida vai muito além do nosso mundinho egoísta que criamos dentro de nós, o tempo todo, me conformo, me dou força. Algumas paranoias, mas nada de grave. O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada.
Eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. E agora é a hora de olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir.
Só que chega um ponto que a gente cansa, que não quer mais saber de aventuras ou de procuras, entende? Acho que é isso que vocês não são capazes de compreender, que a gente, um dia, possa não querer mais do que tem.
E é disso que não tem explicação, desse sentimento que carrego agora comigo, desse engodo, que eu não quero mais do que tenho.
É meio paranoico. Parece uma coisa para enlouquecer a gente devagar.
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