terça-feira, 10 de agosto de 2010

Efêmeros “eu te amo"

Tudo bem que quando se tem uma certa idade, você realmente acha que é completamente apaixonada por aquele garoto e que nunca, jamais, em hipótese nenhuma vai deixar de ser. Mas quando você ultrapassa duas décadas, as coisas mudam de perspectiva. Falar “eu te amo” toma uma dimensão muito maior. Quando você diz que ama alguém, quer dizer que admira absolutamente tudo naquela pessoa. Você ama as qualidades positivas, mas, principalmente, conhece as negativas e mesmo assim continua apaixonado. Amar não é ser cego, mas é saber que ninguém é perfeito pra ninguém, que todo mundo é passível (e como!) de erros, e que mesmo amando de verdade alguém você não está livre de magoá-lo. E acho que no fundo, tudo se baseia nisso: magoar e ser perdoado. Porque perdoar alguém que te machucou de verdade, isso sim é amor.
Eu sempre fui uma pessoa muito romântica, dessas à moda antiga, que sonham com serenatas na janela, buquês de rosa em dias comum, declarações ao pé do ouvido, luz de velas e tudo o mais que os filmes românticos propagam, mas eu não acredito no amor à primeira vista, paixão sim, mas amor é muito maior e com o passar do tempo esse romantismo todo foi ficando cada vez mais escondido diante dos amores falsos e iludidos, fico pasma com a fugacidade que as pessoas deram ao amor. É impressionante como que com poucas semanas de relacionamento, os amantes já se declaram apaixonados, fazem juras de amor eterno, declarações pra quem quiser ver e ouvir. Ainda mais nos meios digitais, blogs, twitter, facebook, orkut e vários outros, efêmeros “eu te amo”.
Amor não aparece do nada, e nem vai embora do nada, amor é aquele estágio pós-paixão, quando você começa a conhecer todos os defeitos da pessoa e mesmo assim quer continuar junto, é quando você começa a pensar no plural, o singular não existe mais, é quando você pára de sonhar e começa a realizar. Amor se conquista. Amor se aprende, é um exercício constante. Hoje eu realmente não acredito quando ouço ou leio um "eu te amo", por que dizer que ama é fácil, difícil mesmo é provar e eu não falo de declarações explícitas, presentes caros e beijos apaixonados. Tudo isso tem de ser conseqüência. Amar é cuidar quando a pessoa fica doente, assistir aquele filme chato com cara de feliz, é trazer aquele doce gostoso na tpm, é olhar nos olhos e já saber o que a outra pessoa está sentindo, é sorrir só de vê-lo sorrindo, é abraçar e dar o ombro pra chorar sem perguntar absolutamente nada, é brigar feio e mesmo assim ainda querer ficar com ela, é se sentir preenchido.
E acho que você nunca deixa de amar uma pessoa. Quando um relacionamento termina, não é porque você nunca a amou (entenda aqui que estou me referindo a relacionamentos e amor de verdade). Mas é porque o amor se tranformou em algo diferente, como amizade. Amor de verdade não desaparece e não apenas o amor romântico, mas todos os tipos de amor, especialmente a amizade.
E eu dedico esse texto a todas as pessoas que se dizem apaixonadas!

"...as pessoas procuram entender o que é amor..."

sábado, 7 de agosto de 2010

'Impulso, maturidade, amores;

Nas ultimas semanas, percebi que essas três palavrinhas andam juntas, pelo menos dentro do meu pequeno ser, elas se misturam, se intercalam e acabam fazendo disso uma verdadeira confusão.
Sou o que se chama de pessoa impulsiva, como posso descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos e até que ponto posso controlá-los.(essa é a parte difícil) Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E agora vem também o medo de tornar-me adulta demais, eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura..
A maioria das pessoas age por impulso em um determinado momento da vida, por causa dos sentimentos fazendo a infantilidade falar pelo coração, são tantos tipos de amores, amores densos Intensos, quentes, cerrados, memoráveis, muitos não tão saudosos mas que nos fez crescer pelo amor contínuo ou pela dor. Amor de carnaval, Amor de praia, Amor virtual, Namoro a distância... todo o tipo de amor que torna-se música, poesia e uma história triste (ou não), e é neste momento em qualquer tipo de amor, que o impulso toma conta, que regredimos a infância e esquecemos de tudo lógico, da razão, a sensação é maravilhosa, mas as conseqüências devastadoras, chamo esses amores impulsivos de amores densos e para quem já viveu um grande amor denso que de tão espesso e pesado, se desfez. Voltarei ainda aqui para falar sobre isso e certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura o bastante ainda. Ou nunca serei.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Será felicidade mesmo necessária?

Hoje me peguei pensando na seguinte frase "será felicidade mesmo necessária?". Felicidade é uma palavras pesada, alegria é tão mais leve. Diante da pergunta "Você é feliz?" dois fardos são lançados às costas do inquirido, o primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale rastrear uma escala que pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança, o segundo é examinar-se em busca de uma resposta, nesse processo, despara-se armadilhas, caso se tenha ganhado um aumento no emprego na semana anterior, o mundo parecerá lindo e perfeito, caso se esteja com dor em qualquer parte do corpo, parecerá feio e perverso, mas a dor no corpo irá passar, assim como a euforia pelo aumento salarial, e se há algo imprescindível na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência, uma resposta conseqüente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura, dá trabalho e a conclusão pode não ser tão clara como esperamos.
Trocamos o conceito felicidade, por uma boa casa, um bom salário e um bom emprego, isso não se chama felicidade se chama alegria, duas palavras completamente diferentes que nos levam a confusão.A alegria dá e passa, felicidade não, ela é constante, alegria é satisfação, felicidade é paz de espírito, ou você é feliz ou você não é, não adianta procurar a felicidade onde só existe alegria e eu achei a seguinte conclusão, felicidade não é mais necessária nos dias de hoje, vivemos muito bem de momentos alegres, tentando enganar-se.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

'Game over;

Esperei muito por esse post, como se espera o fim do mundo.
Eu não sei se esse jogo acabou, tem algo me dizendo que ele está apenas começando, tudo que começa pelo fim, fica o gosto incrível de descobri o começo, cada palavra dita agora é como um punhado no coração, mas chega a ser incrível a forma que tiro sem deixar cair uma só gota de sangue, é como se eu já soubesse esse jogo de traz para frente e estivesse apenas me divertindo, mas essa diversão não é engraçada e nem um pouco feliz. Eu te vejo tentando assumir o controle e sem consegui, tomou o passo final como alguém que dá o último tapa e sai vitoriosa sem saber que era exatamente o que eu deixei você fazer, queria ver como isso te deixaria bem, se sentir no controle de algo praticamente impossível, fiquei assustada como consegui isso tão rápido, como lutei com sua própria arma. Espero que tenha ajudado de alguma forma no seu auto-estima, parabéns você conseguiu estar no controle, assumi o que tanto tinha medo, mas que pena que foi apenas por alguns segundos.
"Estarei sempre perto oh, quando quiser é só chamar"